25 de mai de 2009

Panorama econômico

econ[2] O Professor Noriel Roubini, aquele que previu a crise hipotecária e de liquidez nos EUA, que resultou na crise mundial que vivemos, foi a estrela principal do seminário Credit and Marketing Vision, promovido pela Serasa Experian, em São Paulo.

A Valor Online reporta a expectativa dele para o crescimento brasileiro em 2009: 0%.

Mantendo o realismo que alguns reproduzem como pessimismo, Noriel arrisca que, “na pior das hipóteses”, poderá até haver uma retração de 1% no PIB nacional.

Para nosso consolo, não obstante, o professor atenua afirmando que como outras economias emergentes, a brasileira “tem melhores condições macroeconômicas para se recuperar dos efeitos da severa turbulência global”.

Nos EUA, segundo estimativas ortodoxas, a retração econômica será de 3,5%, bem acima daquilo que se espera como média mundial de retração: 1,8%.

Roubini espera que em 2010 o mundo volte a crescer 1,5%, ou seja, o ano de 2009, para efeitos econômicos, será um ano perdido para o Globo.

Fechando a análise no Brasil e ministrando uma receita para a retomada do crescimento, Roubini aconselha que o país aposte no crescimento interno, “já que as economias desenvolvidas levarão mais tempo para sair da recessão”.

Avisa ainda o professor que o Brasil deve procurar uma maneira de compensar as suas entradas advindas de commodities: estas podem sofrer novo ajuste de baixa a partir do segundo semestre.

Caso isto ocorra, o Brasil poderá ter o seu PIB pressionado para baixo, pois as cotações de matérias-primas dependem essencialmente do desempenho da China que “deve reduzir o crescimento neste de ano de 10% para 6%”.

Roubini aponta que o crescimento do Brasil tem sido pífio – 4% a 5% nos últimos dois anos – muito abaixo da média de 8% de expansão de outros emergentes.

Recomenda que precisamos "investir em infra-estrutura, em educação, melhorar o sistema tributário e nos dedicarmos a reformas estruturais para elevar nosso potencial de crescimento, que ainda não foi suficientemente explorado".

Encerrou a palestra dizendo acreditar que há espaço para que o Banco Central continue baixando juros, atitude que deve ajudar na recuperação econômica.

Dentre as reformas estruturais – isto digo eu - a Reforma Política seria de grande ajuda ao país, mas, devo acreditar que ela não virá tão cedo e continuará o atual sistema a despender significativo percentual do PIB na sua logística atrapalhada.

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